Andrea Fiamenghi

Andréa Fiamenghi nasceu em São Paulo. Vive na Bahia desde os quatro anos. Através da paixão pela fotografia, encanta-se com a obra de Pierre Verger, e deste encontro surge toda uma influência que converge inicialmente em procurar retratar o povo nas ruas da Bahia, quando passa em seguida a desenvolver pesquisas e a ter como mestre Mario Cravo Neto. Frequenta cursos com Walter Firmo e Marcelo Reis, onde aprende principalmente a utilização das cores. Em maio de 2016 realiza em Portugal, no Porto, o Workshop Platinium Paladium  Printer com Manuel Gomes Teixeira.

Sua primeira mostra individual foi em 2004, na Sala de Arte do Clube Bahiano de Tênis, em Salvador. Volta às exposições em 2012 com Salve babá, salve Odoyá, festa de santo na Bahia. Fotos de um mar morada de Yemanjá, aonde vêm a juntarem-se as Águas de Oxalá, procissão e lavagem na colina do Senhor do Bonfim e no largo de Santana no Rio Vermelho. Esta mostra é apresentada em Salvador e São Paulo. Neste mesmo ano lançou o livro de fotografias Paredes planas, com textos de Claudius Portugal, na série Comparsas, da editora P55.

 

Participa, entre outras, desde 2003, das seguintes coletivas: Olhares Baianos, Galeria ACBEU (Associação Cultural Brasil-Estados Unidos) - com Valeria Simões, Mario Cravo Neto, Célia Seriano (2006); Minas com Bahia na loja Líder (2011); Corpo imagem dos terreiros, Caixa Cultural - Galeria Acervo, Brasília/DF (2014); participa pela quarta vez, em 2014, da Casa Cor Bahia, e em 2015 do Circuito das Artes, com mostra na galeria Cañizares, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

 

Em 2016, vencedora do edital do ACBEU, realiza uma nova individual, Armadilha das Nuvens, em Salvador e em São Paulo.

 

A forte inspiração da cultura baiana e suas expressões é notória. Há muitos registros do candomblé, destaque especial para a série Oro Mi Maió. A série Natural surge da conexão que os Orixás têm com a natureza e à áurea sagrada que, às vezes, deixamos de conectar à natureza.

Em dezembro de 2018 Andrea Fiamenghi participa da mostra coletiva com sete fotógrafos brasileiros Olhares Revelados, no Museu Afro Brasil, em São Paulo, trazendo imagens da cerimônia Águas de Oxalá e das festas do calendário religioso do terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Aganjú.